Sobre “A Culpa É Das Estrelas”, fãs histéricas e modinhas

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Já fazem uns 3 anos que a “história da menina com câncer que se apaixona por um menino com câncer” faz o maior sucesso em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, onde o “livro azul” virou febre entre as menininhas. Essas expressões entre aspas são coisas que eu ouvi muito desde que “A Culpa É Das Estrelas” ficou em evidência e tornou-se, de acordo com os metidos a intelectuais, uma modinha. Não sei o que me irrita mais nisso tudo: as pessoas que não tem a mínima vergonha na cara para criticar algo que não conhecem e tem pré-conceitos a respeito de algo só porque virou fenômeno mundial ou essa atual mania de chamar tudo de “modinha”. Acho que uma pessoa só tem propriedade e argumentos suficientes para falar sobre algo que conhece. Mas como é direito de todo ser humano escolher ser um idiota ou não, prossigamos.

Conheci “A Culpa É Das Estrelas” há um bom tempo, quando as pessoas já estavam começando a comentar sobre o livro em blogs, no Instagram ou mesmo quando metiam o pau nele no Facebook. E sim… Me apaixonei pela história. Para mim, pelo menos, não é mais um livrinho bobo e hiper melodramático sobre o romance trágico de adolescentes com câncer. É diferente, sei lá. A Hazel e o Augustus são personagens diferentes. O amor deles é diferente. É uma história bem construída, com personagens tão cativantes que te fazem ficar preso ao livro (fiquei tão presa que li duas vezes; na segunda vez, li direto, sem parar para nada, em 3 horas e alguns minutos… é). O autor, John Green, que meu amigo chamou de “Nicholas Sparks de 2013” (algo do qual eu, sinceramente, discordo; beijo, Diogo!), conseguiu criar personagens que, mesmo doentes, não têm ar de “coitadismo” e que são inteligentes, sarcásticos, que são adolescentes como todos os outros, mas com um… brilho diferente.

O porquê de eu estar escrevendo esse post: fui assistir o filme no cinema no dia seguinte à estreia . Achei que eu estava vendo as imagens que formei na minha cabeça enquanto lia o livro, de tão fiel que os produtores foram a ele. Claro que, como em todo longa, alguns detalhes passaram despercebidos, mas nada que afetasse muito a história (como alguns pedaços importantes da saga Harry Potter que os produtores sorrateiramente tiraram dos filmes). Eu chorei tanto (acho que até mais) quanto quando eu li o livro. Mas não era um choro qualquer: era aquele choro dolorido, que te faz soluçar, que te faz levar as mãos ao rosto para esconder os olhos inchados e o rosto retorcido, até mesmo para abafar o choro, além de apertar algum braço que esteja ao alcance (desculpa, amorzinho). Eu sou naturalmente sentimental, choro por qualquer coisa e assumo. Mas… Esse filme foi sacanagem. O negócio ficou tão sério que até quando eu vejo o trailler na TV, acabo entrando em prantos, fico desolada. Sim, pode rir. A verdade é que a história mexe demais comigo e eu não tô nem aí. Sabe qual foi o único problema do filme inteiro? As menininhas histéricas que estavam na mesma sessão que eu. Tudo bem, eu sei muito bem que o ator que personifica o Augustus é um charme, que algumas frases do livro marcaram a todos e blá blá blá, mas assim… Acho que o cinema, assim como vários lugares, é um ambiente em que as pessoas vão para assistir filmes e querem silêncio. Ninguém paga o ingresso para ouvir gente gritando, mesmo que seja metade da metade da metade da meia-entrada. Mas enfim, essa parte da histeria é só um desabafo mesmo, sei que não vai adiantar nada, nem mesmo se eu escrever em caps lock as pessoas vão ser menos sem noção.

Eu só precisava externar o que eu senti ao ver a história que eu idealizava em um telão. E, sabe… Quero assistir de novo (mas legendado dessa vez, pelo amor). E chorar. Chorar. Chorar mais um pouco. Lavar a alma com lágrimas (sente o draaama). E reler o livro mais umas mil vezes.

E eu achando que nenhum filme me faria me chorar mais que “Marley & Eu”, “O Menino do Pijama Listrado” ou “Uma Prova de Amor”… “Okay”.

“Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, mas é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito as minhas escolhas. Espero que a Hazel aceite as dela.”

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4 comentários sobre “Sobre “A Culpa É Das Estrelas”, fãs histéricas e modinhas

  1. Lindo o livro,ainda não vi o filme,adorei seu comentário e super concordo,mas também acho que agora todos leram e se acham ”leitores” ,bem cultos e tal,e isos que eu não acho legal. Espero ver o filme logo,me preparando psicologicamente para isso.

  2. Ainda não li o livro. Provavelmente não lerei em breve — mas prometo lê-lo !

    O filme : ainda não sobrou tempo($) para ir assitir. Mas pretendo em breve (se é que vou conseguir pega-lo nos cinemas). Sou uma manteiga derretida, choro muito fácil; então já viu … Acho muio provável que eu chore neste filme também!

    Provavelmente você ja assistiu, mas fica a dica : 7 vidas (com Will Smith). Este filme é sensacional, e toda vez que o assiti eu choro igual a uma criança …

    Falouuuuuu!

    Bjk 😘

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